sexta-feira, 19 de março de 2010

vanity fair



Em tempo de guerra,domesticam-se os cavalos para que na pradaria reinem.

Essa virtude costumaz da fragilidade é o espelho da vaidade.

O homem gosta de ostentar o que possui e o que vem a ser. Não consegue defrontar-se com o seu paradigma.

Somos todos mal acostumados, invejosos e com certa presunção que enlouquece.

A pele é a roupa mais envergonhada, onde ficam os restos, os apetrechos. As entranhas estão escondidas, para que ninguém as veja como são dóceis e comportadas.

Todos gostam do adocicado, mas, almejam o ácido e o convulsivo para mostrarem pompa e circunstância.

Pecado capital por excelência, escravizando seres em condições que beiram o patético.

No tablado ou no júri, na voz ou no olhar, vaidade para que um dia se lembrem dos pequenos mortais tão cheio de sonhos e vulnerabilidade.


segunda-feira, 15 de março de 2010

toda mulher deveria ser Duras


A vida seria mais fácil se toda mulher possuísse um amante.

Ser domada por um cavalheiro á beira da morte.

Descobrir a própria beleza e transformar o meio que vive.

Nesta força esmagadora do ser, liberta-se da crisálida, um ideal de espírito.

sexta-feira, 12 de março de 2010

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Gata, nem sempre que etá por perto lhe ama.
Você é a parte mais surreal minha, é como nadja, uma alma errante que me acolheu
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quinta-feira, 11 de março de 2010

sopro de vida


Gata, a vida tem tantas navalhas, tantos caminhos que cortam nossas veias e que as alimentam de forma tão complexa!

Escolhi trilhar ao seu lado como confidente, garota que descobre a vida e desata os nós da loucura.

Toda conversa entre nós é experiência retalhada, todos os vínculos são domesticados e pegam fogo.

A minha casa tem paredes que cobrem o mundo.


parabéns!

quarta-feira, 10 de março de 2010

mulher objeto


De nenhum lado eu consigo me achar, me desarrumar, acordar para o que estou fazendo pra mim.

São estórias longas de solidão, de que foram inseridas.

domingo, 7 de março de 2010

egocêntricas e narcisistas também amam...



“Eu te amo tanto, mas, não vou ficar repetindo isso. Eu sei que vou te procurar em outras pessoas, mas, eu também sei que quando eu chegar em casa vou lembrar que você sempre esteve em mim...”
(Mariana Antonov)

terça-feira, 2 de março de 2010


Ouço você chorar do outro lado da linha, não sei porque, é só um corpo que não é nem meu, nem seu, de ninguém.
Nessa vida quando acaba o amor acaba o sentido de tudo, os corpos são apenas companhias, a culpa é de quem?
Eu rasgo sua paz com minhas ligações, não me sinto no direito de ser trágica ou de te pedir qualquer coisa, e agradeço por me tratar mal...
Sem amor não sou mais que um demônio estrangeiro, correndo pelas ruas, cantando em copos; risadas em desvario e eu queria um lugar pra deitar e adormecer...
Devolvo um pouquinho do mal que me fez, e é sem querer, não quero seu mal e você sabe.

(Uma merda atrás da outra e uma infinidade de cenários pra desmaiar).


Agora basta...