domingo, 21 de novembro de 2010

Filisteu como oráculo - A casa de chá Bangladesh

Olha só como eu consigo despertar sem me machucar!
Dentre todos os exercícios malucos de sobrevivência, mexer com a os anti depressivos foi o meu maior desafio.
Era como se eu estivesse sedada e quisesse atravessar pelo espelho ou sair voando pela janela.
Eu posso perguntar para o senhor Filisteu se serei completa até os meus próximos cinquenta anos?
Eu não sei como sair dessa confusão. Não domino mais minhas mãos. Elas vão batendo as teclas, cada letra e palavra surgidas, cada frase e parágrafo que falam da abstração.
O poder de degustar a dor.
Esse é o parto da criação. Tantos anos enfiada dentro de mim e em uma única madrugada consigo cuspi-la, sem remorso.
E aí amigos, nos deparamos com a palavra revólver. O que esse texto quer dizer com armas?
Eu não sei! Só obedeço a psicografia que nem tenho idéia de onde vem. De cima? De baixo? Tanto faz, a criação surge.
O revólver, voltando a ele, calibre 38, o mais fácil de manuseio, o menos estético da espionagem, o mais pobre e o mais barulhento, repousa nas mãos de um personagem qual não tenho o nome.
Ele será muito útil quando precisar eliminar um problema, mesmo se ele for do meu tamanho e muito parecido comigo.


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